Script de execução do slideshow, pode ser visualizado normalmente.

Consultoria em Inclusão & Diversidade

Menu do usuário

Menu de acessiblidade

Blog da Desenvolver

Dia Nacional da luta da pessoa com deficiência #EleNão

Dia 21 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data, que surgiu por iniciativa do movimento de pessoas com deficiência, foi escolhida pela proximidade com a primavera, que simboliza a renovação. Oficialmente, ela passou a existir em 14 de julho de 2005, pela Lei Nº 11.133, mas desde a década de 80 já marcava a necessidade de repensarmos sobre as barreiras impostas à nossa cidadania e a nossa luta para desconstruí-las.

Um dos grandes responsáveis pela origem dessa data de resistência foi Cândido Pinto de Melo. Militante na luta pela democracia e pela inclusão das pessoas com deficiência, em 1969, enquanto presidia a União Estadual dos Estudantes de Pernambuco (UEP), sofreu um atentado que o tornou paraplégico. A resistência à ditadura militar, que o levou a vivenciar a deficiência, também lhe ensinou sobre a importância da luta organizada, a busca pela inclusão e participação plena na sociedade.

Às vésperas de uma eleição tão significativa, esse simbólico 21 de setembro nos convida a retomar nossa história e reiterarmos nosso compromisso em defesa da democracia.

Não podemos, enquanto movimento de pessoas com deficiência, ignorar nossa trajetória em busca da garantia de direitos. É preciso enfatizar que, mesmo que nos considerem minoria, somos 23,9% da população brasileira. Além disso, entre nós estão mulheres, negras e negros, indígenas, quilombolas, pessoas vivendo com HIV, pessoas em situação de rua, LGBTs…

Precisamos compreender que essa mesma sociedade capacitista, que busca afastar nossa dignidade, também se estrutura no machismo, racismo, LGBTfobia e todas as descriminações existentes. Nossa luta é ampla e por isso não podemos ignorar a necessidade da ecoar nossas vozes em defesa de direitos humanos.

Diante retrocessos incalculáveis e ameaças, precisamos nos posicionar enquanto movimento e falar sobre nossas escolhas político partidárias. Não podemos ignorar as decisões que, sobretudo nesse último ano, nos afastaram ainda mais do acesso ao trabalho e à saúde, como a aprovação da PEC 241 (atual EC 95 – Teto dos Gastos) e do PL 4.302/98 (Lei da Terceirização).

O desmonte da saúde, da educação, a precarização do trabalho e o lavar as mãos frente a desigualdades salariais entre homens e mulheres dizem respeito a todas e todos nós.

Essas escolhas políticas arcaicas e violentas são nítidas, por exemplo, na atuação ao decorrer de 27 anos como deputado federal do candidato a presidência Jair Bolsonaro.

Não é possível votar em um candidato que sempre se posicionou contra nossos direitos e que tenta ganhar votos a base do medo e do discurso raso. Por mais que ele nos queira mortos ou de cabeça baixa, sabemos sobre a dificuldade de exercermos nossa cidadania e por isso não admitimos que a ameacem. Somos parte significativa da população e usaremos as urnas para dizer que não aceitamos retrocesso de direitos, pois ninguém ofuscará nossa resistência e organização.

Que a nossa luta diária se intensifique nesse 21 de setembro e nos acompanhe até 07 de outubro. Que a gente consiga ocupar ruas, urnas, redes sociais e demais espaços para dizer em alto e bom som #EleNão #EleNunca #EleJamais

Para terminar, relembro a frase de Cândido Pinto de Melo “…enquanto continuar a miséria e a desigualdade, o sonho continua e sempre se saberá de que lado ficar”.

Nós temos lado!

Militante dos direitos das Pessoas com Deficiência Psicóloga, mãe e pessoa com tetraplegia


Os comentários estão desativados.