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Carreira, propósito, inovação, tecnologia e impacto social!

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Carreira, propósito, inovação, tecnologia e impacto social! Confira o que rolou no Festival Social Good Brasil 2017!

Posted by GREICE PIACINI on NOVEMBER 2, 2017

No último fim de semana participei do Festival Social Good Brasil que aconteceu em Florianópolis, SC. Além de uma programação com um conteúdo incrível, incluindo inovação social, tecnologia, empreendedorismo e reflexões sobre carreira e futuro do trabalho, foi muito bom saber que existem tantas pessoas incríveis pensando em como melhorar as coisas no nosso país. Voltei para casa bastante reflexiva e impactada por tudo que rolou nesses dias e queria dividir um pouco disso com vocês! Por isso, separei os principais insights das palestras que assisti!
BIG DATA DO BEM – Andrew Means (Beyond.Uptake)
Nesse painel o especialista falou sobre a imensa quantidade de dados armazenados que possuímos hoje em dia, dados que são gerados por nós mesmos diariamente na internet. Para termos uma ideia, 90% dos dados existentes no mundo foram criados nos últimos 2 anos e somente cerca de 0,5% já foram decodificados. Todo esse material, caso bem analisado, pode ser uma fonte imensurável de informação, o que está gerando grande interesse das organizações que buscam ser mais assertivas com relação à oferta de produtos e serviços e atendimento das necessidades do seu público-alvo.

Os impactos do big data já podem ser vistos no nosso dia-a-dia, facilitando e melhorando nossas vidas, através de aplicativos para monitoramento da saúde e performance esportiva, internet das coisas, sugestões de sites, produtos e serviços compatíveis com nosso perfil (ex: sugestões de filmes no Netflix que sejam mais relevantes, de acordo com o que você já olhou ou anúncios no Facebook de produtos sobre os quais você pesquisou na internet anteriormente), gerenciamento do trânsito, da energia elétrica ou das condições dos nossos automóveis.
Entretanto, Andrew questionou a utilização desses dados na resolução de “problemas da elite”, quando poderiam ser utilizados para dar fim a problemas sociais, ocasionando em um desperdício de recursos. Ele enfatiza que todos nós queremos ver a mudança no futuro, mas não podemos construir isso sozinhos. Precisamos nos unir e vencer a barreira da divisão dessas informações tão valiosas, quando elas deveriam ser compartilhadas com o mundo, de maneira mais rápida e mais barata, para juntos solucionarmos problemas que atingem a todos. Como a cura de doenças, prevenção de epidemias, segurança pública, prevenção de suicídio, coleta de lixo e reciclagem, entre muitos outros. Ao final ele cita os pontos mais importantes para conseguirmos usar o big data para o bem: ter empatia, design de produtos e serviços focado no usuário, a utilização de dados para convencer investidores a apoiarem a causa (em ONG’s, por exemplo) e foco no impacto social positivo!

CARREIRA, PROPÓSITO E REALIZAÇÃO: O que é sucesso para você? – Adriana Barbosa (Feira Preta) e Ana Fontes (Rede Mulher Empreendera)
No início da conversa, as duas empreendedoras contaram como as dificuldades financeiras da infância as colocaram de frente para a necessidade de empreender e de lutarem pelo que desejavam. Adriana comentou que cresceu em meio a mulheres fortes, sua mãe, vó e bisavó sempre foram as tomadoras de decisão em casa, fato que a influenciou a ser mais independente. Ao refletirem sobre o que é propósito, Adriana disse que inicialmente não tinha um propósito claro, pois tinha que trabalhar para pagar as contas. A reflexão veio depois, quando viu um sentido naquilo que já fazia. Já Ana comentou que o propósito está em algo que você goste de fazer e que resolve um problema real da sociedade.
Outra questão feita foi a de como lidar com o ego, já que as duas estão na lista de mulheres mais influentes do mundo? Elas falaram que é preciso ter maturidade e encontrar um equilíbrio entre ego e ativismo, refletindo sobre qual o papel que querem assumir como líderes. “Estampar a capa de uma revista deve ser a consequência do seu trabalho e não a motivação. O que importa é o caminho que foi feito para chegar até aquele momento”, comentou Ana.

As duas observaram que sempre surgem “ondas” de palavras ou conceitos que viram moda, e agora, o propósito está em alta. Entretanto elas enfatizaram que “precisamos desmistificar essa teoria de que se você trabalhar com propósito vai ser sempre feliz, isso não existe”! Você ainda vai fazer coisas que não gosta e enfrentar problemas, tanto na área pessoal, quanto na profissional. E às vezes, você fica tão paranóico com essa ideia que lhe é “vendida” de que ter um trabalho com propósito é a solução de tudo, que depois que você coloca ela em ação, talvez veja que não era bem isso que você queria. Por isso o autoconhecimento e consciência são fundamentais, pois o propósito deve ser real, vir de dentro e não ser só uma fachada para a pessoa ou empresa.

FAVELA: Quando a Resistência vira Potência– Sheila Souza (Brazilidade)
No evento, haviam muitos temas interessantes rolando nas rodas de conversa, mas elas aconteceram ao mesmo tempo, por isso não tive como acompanhar todas. Mesmo assim, tive a sorte de escolher essa! A Sheila é criadora da empresa Brazilidade que nasceu do sonho de fazer as pessoas sentirem orgulho da favela Santa Marta, no RJ e fazerem parte dela. O serviço oferecido é um tour pela favela, guiado por ela mesma, que vive na região. Facilitando o acesso de turistas e mostrando a história, cultura e as pessoas do Santa Marta.
A troca de ideias nessa roda foi incrível! Haviam algumas outras pessoas que moram em favelas do Rio presentes, o que enriqueceu a conversa. Basicamente, falamos sobre como as pessoas, o governo e às vezes até os empreendedores sociais querem ajudar, mas muitas vezes não sabem como fazer isso, pois o diálogo não é aberto ou não acontece. “Muitos chegam impondo soluções, mas não fazem a mínima ideia de como a favela funciona!” – comentou um participante que mora na favela do Jacarezinho. Eles também comentaram o preconceito sofrido por quem mora nessas áreas, que na maioria das vezes não tem opções de estudo e trabalho e acaba entrando no tráfico de drogas. Enfim, após horas de conversa e troca de opiniões, ficou claro que a solução está na empatia, para se colocar no lugar do outro e no diálogo entre as pessoas, para que a gente consiga entender a realidade de outras pessoas e dessa forma, tentar buscar soluções para necessidades reais, juntos!

TRABALHO E TECNOLOGIA – Como vai ser no Futuro? – Jeremy Kirshbaun (Institute for the Future) e Skinner Layne (Exosphere)
Como último e mais esperado painel, tivemos dois experts falando sobre como a tecnologia vai mudar o futuro do trabalho e com certeza essa conversa fez muita gente refletir sobre o modo como trabalhamos atualmente. Jeremy inicia contando que sua empresa não prevê o futuro, que isso é impossível. Entretanto ela tenta gerar insights para contextualizar o futuro, e depois que você tem um insight ele muda seu mindset, você simplesmente não pode voltar atrás. Mudando a forma como você vê o mundo e como faz as coisas. Achei interessante essa análise, é verdade mesmo! Em outra fala, Skinner provoca o público mostrando que o modo de trabalhar no futuro, na verdade, tem muito a ver com o nosso passado. No passado não existiam empregos fixos, mas sim uma constante busca de oportunidades para sobreviver, na caça ou na agricultura, por exemplo. Ele diz que é estranho termos empregos fixos, que isso não é normal! No futuro seremos profissionais mais livres, em busca de informações e oportunidades que possamos transformar em sustento.
“As mentes humanas que criam a tecnologia, ela é somente uma ferramenta para fazermos as coisas gastando menos energia. A tecnologia somente absorve coisas que já existem e as combina para criar algo novo, gastando menos dinheiro, tempo e energia. E se quisermos ser bem sucedidos no futuro, precisamos aprender a fazer essas conexões para criar algo novo e reduzir os custos. Se você conseguir fazer isso para outras pessoas, você é um empreendedor. Isso é empreender”, diz Skinner. Além disso ele comenta que precisamos repensar a estrutura de educação das nossas escolas e universidades, somos ensinados a ir trabalhar e resolver problemas de uma sociedade industrial. Tudo isso deve ser substituído e readequado para uma realidade que vivemos em 2017.

Finalizando com uma fala que me emocionou bastante, Skinner falou sobre ter autoconfiança. “Tudo acontece no momento certo! Vocês são suas próprias estrelas e vocês irão guiar o seu próprio caminho! Você não precisa olhar para fora e escutar o que as outras pessoas esperam que você faça ou estão dizendo para você fazer! Você precisa escutar a si mesmo e olhar para dentro! Se ignorar todo esse barulho das pessoas que acham que sabem o que você tem que fazer e escutar a si mesmo, você encontrará o seu caminho. Dentro, você sabe muito bem qual é a sua missão na vida! Se você está curioso sobre alguma coisa, busque! Viva aquela experiência sem pensar nas consequências e sem pensar “eu poderia estar fazendo outra coisa ou ganhando mais dinheiro”. Pare de pensar nas consequências imediatas, pois só assim você se tornará uma pessoa internamente rica. E são essas pessoas que criam riqueza lá fora! Estude novas coisas por curiosidade, sem saber o retorno imediato disso, pois talvez no futuro, esse conhecimento será importante para você conseguir ligar os pontos e inovar”!

Cases que estão fazendo a diferença e que você precisa conhecer!
Moeda – banco cooperativo potencializado pelo blockchain.
Serenata de Amor – projeto que ajuda a fiscalizar gastos públicos em Brasília.
#diadedoar – mobilização para promover a cultura de doação no Brasil.
Meu Copo Eco – solução para reduzir utilização de copos descartáveis em eventos.
Finalistas do SGB Lab – laboratório que ajuda empreendedores sociais a desenvolverem seus negócios:
Chat21 – plataforma que oferece acolhimento e informação à distância para famílias e pessoas com Síndrome de Down.
Blindsight – dispositivo que auxilia na locomoção de deficientes visuais.
Mãe&Mais – solução de saúde orientada por dados que oferece ações e serviços acessíveis às mães.
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Depois de cada palestra realizada no evento, o incrível mestre de cerimônia Edgar Gouveia Jr comentava que aquele palestrante ou empreendedor no palco era uma pessoa como qualquer outra, uma pessoa normal, como nós! E para mim essa foi a grande mensagem do Festival SGB! Cada um de nós pode fazer a diferença, não precisamos de uma ideia genial, nem mudar o mundo de uma vez só. Só precisamos fazer algo, precisamos começar! E por isso, para finalizar deixo essa frase: como será o mundo daqui 20 anos se todos agirem como você? Pense nisso!
Se você curte temas como inovação social, empreendedorismo e tecnologia, acesse o site da Social Good Brasil, sempre tem conteúdo interessante por lá!
greice
Fonte : https://attachedcreative.com


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