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Blog da Desenvolver

Enfim, uma balzaquiana!

 

27-Vitória-Miniatura

 

No dia 21 deste mês completei os emblemáticos 30 anos. Sempre escutei que esta idade representa o auge da mulher. Para compreender o significado desta afirmação, sempre esperei este momento com certo entusiasmo e pavor.

A deficiência, a maternidade e a idade (percebo que não me recupero mais tão rapidamente) deixaram meu corpo diferente daquilo que é ostentado como belo. Minha conta bancária não me permite realizar todas as viagens que desejaria. Por vezes entro em debates desgastantemente polêmicos e me pergunto, será que é válido? Sair ao trabalho, pela falta de rampas, calçadas em boas condições e transporte público funcionando, se torna mais difícil/demorado que percorrer o Caminho de Compostela.

Será que este é o auge? Por incrível que pareça, está sendo o meu!

Cortei meu cabelo de um jeito que não preciso cuidá-lo com grande esmero, é só lavar e pronto.  As marcas que carrego em meu corpo me lembram do que sou capaz. Pude optar por trabalhar menos, mesmo tendo menos grana, mas assim desfrutar da felicidade única de acompanhar o desenvolvimento da minha filha. Tenho ao meu lado um companheiro com quem, apesar das chatices da convivência, casaria diariamente e que defende ideias/valores semelhantes aos meus. Os debates polêmicos ocorrem pela clareza nas minhas convicções e por compreender que existem posições que necessitam ser defendidas.

Apesar de não ser com tanta frequência, afinal espelho acessível não é tão fácil encontrar, ao olhá-lo gosto do que vejo.

Vivo um momento em que estou consciente de minhas escolhas e de paz com quem eu sou!

Tive oportunidades incríveis em minha vida. Conheci a entrega de uma mãe, pessoas fantásticas, o amor de uma filha e o encontro de almas. Trabalhei e trabalho com pessoas que batalham diariamente por respeito/dignidade.

Tenho imensa gratidão pela oportunidade de dar continuidade a minha vida e pelas pessoas que, através de sua generosidade, me mostraram tanto sobre ela e contribuíram muito para minha compreensão de mundo.

Sejam muito bem vindos, meus 30 anos! Obrigada por, mesmo recém chegados, me mostrarem que números e condições físicas não são nada diante a entrega e o desejo de “viver tudo o que há pra viver”!

E que venham os 40, 50, 60, 70… Estarei esperando por vocês com o mesmo entusiasmo, mas não mais com o mesmo pavor.

 

 

Por: Vitória Bernardes.

 

 


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